E COMO SERÁ A CULMINÂNCIA?
A culminância da disciplina “Produção Cênica: Performances do Cerrado” acontecerá em junho de 2026 e constituirá um momento de celebração artística, compartilhamento sensível e encontro entre estudantes, escola e comunidade. O evento será marcado pela apresentação de uma performance cênica coletiva construída ao longo do semestre, resultado das práticas corporais, dos laboratórios criativos, dos exercícios de observação e das investigações poéticas realizadas sobre o Cerrado e sobre o cotidiano como território de criação.
A performance final será concebida como um percurso performativo que ocupa diferentes espaços da escola — pátios, corredores, varandas, salas ou áreas externas — reforçando a relação entre corpo, ambiente e paisagem, princípio essencial do trabalho desenvolvido. Cada estudante, a partir de suas memórias corporais, gestos cotidianos e relações pessoais com o Cerrado, comporá ações, partituras corporais e pequenas cenas que se entrelaçam em uma dramaturgia coletiva. O público será convidado a circular pelos espaços ou a acompanhar a performance em deslocamento, vivenciando a escola como território expandido, onde cada canto se transforma em paisagem cênica.
A cena será construída a partir de gestos cotidianos amplificados, movimentos inspirados em elementos das paisagens do Cerrado — sua vegetação, suas águas, suas resistências, seus ciclos — e de objetos simples que atravessam o dia a dia dos estudantes, fazendo com que o ordinário se converta em poética. Sons do próprio ambiente escolar, ruídos cotidianos, respirações, cantos, passos, palavras esparsas ou silêncios comporão a sonoridade da apresentação, preservando a estética da simplicidade, do corpo em presença e da escuta sensível.
O trabalho não busca representação, mas presença: corpos que performam sua relação com o território, que reconfiguram gestos da vida comum em material artístico e que convidam o público a perceber o Cerrado como corpo, atmosfera e memória. A dramaturgia física construída ao longo da eletiva ganha forma na culminância como uma grande tessitura coletiva, onde solos, duos e cenas grupais se entrelaçam, revelando a pluralidade de experiências dos estudantes e suas distintas maneiras de habitar e significar o cotidiano.
Após a apresentação, haverá uma roda de conversa com o público, na qual os estudantes poderão compartilhar suas percepções sobre o processo criativo, refletir sobre o relacionamento entre corpo e território, e comentar como suas vivências pessoais foram transformadas em cena. Esse diálogo final reforça o caráter pedagógico, sensível e comunitário da disciplina, valorizando a construção coletiva de conhecimento e a experiência estética compartilhada.
Assim, a culminância se torna não apenas um espetáculo, mas um ritual de encontro e reconhecimento, afirmando o Cerrado, o cotidiano e o corpo como potentes territórios de criação, pertencimento e poesia.